Como evolui a
doença?
Certos
autores referem que, numa percentagem de casos que pode ir até aos 30% em
certos estatísticas, entre 10 e 15 dias depois da infecção, os doentes
referem um período febril, curto, sem características especiais, como se fosse
uma gripe.
Para outros, este acidente é tão pouco exuberante que não fica na memória
dos doentes.
O QUE É IMPORTANTE É REFERIR QUE QUALQUER PESSOA PODE SER INFECTADA SEM
DAR POR ISSO, SEM O SABER.
Após o acidente de infecção, a doença tem um longo período de evolução
silenciosa sem provocar a mais pequena perturbação ou queixa.
É o período durante o qual o vírus se instala, começa a invadir e
destruir os linfócitos T 4 e a multiplicar-se.
O nosso organismo põe em acção os seus mecanismos de defesa ( produzindo,
inclusive, maior número de linfócitos T 4 tentando neutralizar a agressão.
A duração do período de evolução silenciosa, muito variável (em média
de 8 a 10 anos),está dependente de vários factores:
da intensidade e gravidade da infecção
do estado da capacidade de defesa do organismo
da intercorrência de outras doenças igualmente agressivas, que reduzam a
capacidade de defesa.
da possível sobre-infecção pelo vírus HIV, em contactos posteriores.
Durante este período diz-se que o indivíduo é PORTADOR por trazer
consigo o VÍRUS; também se diz que é SEROPOSITIVO por serem
positivas as análises que indicam a infecção.
O QUE É GRAVE NESTA DOENÇA, E DEVE SER DO CONHECIMENTO GERAL, É QUE
DURANTE TODO ESSE PERÍODO EM QUE NÃO TEM DOENÇA CLÍNICA E MUITAS VEZES NÃO
SABE SEQUER QUE É PORTADOR, ESSE INDÍVIDUO PODE INFECTAR TODOS AQUELES COM
QUEM TIVER CONTACTOS SEXUAIS.
A grande traição desta doença estabelece-se assim em três
planos:ç
pode-se contrair, SEM TER CONHECIMENTO
pode existir, SEM SER APERCEBIDA
transmite-se, TRANSFORMANDO UM ACTO QUE DEVIA SER DE ALEGRIA E DE AMOR,
NUM ACTO DE MORTE
Ao
fim de certo tempo, o período correspondente à evolução silenciosa, as
defesas do organismo estão esgotadas.Começam então a aparecer as complicações
próprias de um organismo sem capacidade de se defender, de reagir a infecções
mesmo as mais correntes, as mais simples.
E porque muitas dessas infecções são produzidas por agentes que
normalmente são incapazes de provocar doença, alguns até habitantes usuais do
nosso organismo, dá-se-lhes o nome de INFECÇÕES OPORTUNISTAS.
Cada crise assim desencadeado torna mais fraca a capacidade imuno-defensora
do organismo e mais frágil a resistência do doente a outras agressões,
surgindo assim VÁRIOS TIPOS DE CANCRO, característicos desta situação.
Está então estabelecido o quadro clínico do " SINDROMA DE
IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA " corolário final de uma doença
contraída anos antes, de evolução torpe, não sentida que, quando aparece
como síndroma denunciado, já pouco há a fazer.
Pela repetição, ou manutenção, das crises ou das infecções, o doente
morre em pouco tempo.
Última actualização em: Terça, 01 de Março de 2005 |